Trash for thought
Hoje, no Dia Mundial da Reciclagem, voltámos a olhar para alguns números difíceis de ignorar.
Segundo o Circularity Gap Report 2025, apenas 6,9% dos materiais que entram na economia global têm origem reciclada ou secundária. Isto significa que 93,1% da economia mundial continua dependente de matérias-primas virgens.
Ao mesmo tempo, globalmente, apenas cerca de 20% dos resíduos urbanos são reciclados.
Na Península Ibérica, o cenário continua desafiante:
— Portugal recicla cerca de 30% dos resíduos urbanos
— Espanha ronda os 41%
Ao mesmo tempo, a taxa de circularidade de materiais permanece extremamente baixa:
— perto dos 3% em Portugal
— cerca de 8% em Espanha
Continuamos, por isso, maioritariamente num modelo linear: extrair, consumir e descartar sem reciclar.
E isto acontece apesar de a economia circular estar cada vez mais presente no discurso político e nas estratégias europeias e nacionais.
Agora, será importante perceber como estas ambições se vão traduzir em impacto real — e de que forma pequenas iniciativas circulares conseguirão ser apoiadas neste processo de transformação.
Porque muitas vezes são precisamente pequenas empresas, designers, startups, makers e projetos experimentais que, apesar da sua dimensão, têm vindo a fazer um trabalho efetivo de consciencialização ambiental, experimentação e valorização de materiais — e que também têm uma palavra importante a dizer sobre o futuro da circularidade e da própria reciclagem.
Na United to Remake trabalhamos diariamente com materiais descartados — fatos de neoprene, velas náuticas, fardas e outros desperdícios que ainda têm potencial para uma nova vida.
Porque entre lixo e recurso existe um enorme espaço para criatividade, design e inovação.
𝗧𝗿𝗮𝘀𝗵 𝗳𝗼𝗿 𝘁𝗵𝗼𝘂𝗴𝗵𝘁.